O Megafone do Pacheco

Um mundo visto por um adolescente.

Monday, September 29, 2008

76ª Divulgação - Problemas da Vida (I)

Para recomeçar a minha senda de divulgações, resolvi trazer para o blog uma série de problemas da vida que me têm ocorrido nos últimos tempos.
Um pouco à imagem do meu outro blog, Retoricamente, mas sendo que desta vez eu pretendo de facto de respostas. Para todos estes problemas, eu darei a minha resposta sendo que peço a vocês, caro(s) leitor(es), que dêem a vossa.

Problema nº 1:
Mote:
Quando a caminho do restaurante para um almoço tardio, o Bernardo, distraido, pisa um pedaço de cocó de cão, daqueles melosos e mal cheirosos.

Pergunta:
Se um telemóvel caísse em cima de um pedaço de cocó, de tal forma que fosse impossivel retirá-lo sem sujar as mãos, tiravam de lá o telemóvel?

Nota: Esqueçam lenços e folhas. Para todos os efeitos, vocês estão nus e no vácuo.

Minha Resposta:
Depende do valor do telemóvel.

Com os maiores cumprimentos, Pacheco

Thursday, April 24, 2008

75ª Divulgação - A mítica colher

De tempos a tempos, tendo o carro para arranjar (o que já começa a ser recorrente), tenho o deleite de aproveitar a boleia de um amigo meu para a faculdade. Na, também ela recorrente, pressa a sair de casa, pego no belo do iogurte de manga e numa colher adequada e saio da habitação.

Acabado que está o iogurte, lambuzo a colher, dou uma esfregadela na camisola, e guardo no estojo. Será normal então que me ouçam chocalhar pelos corredores da faculdade e em dias mais estranhos, também me poderão ouvir mugir.

Um dia destes, numa aula, estou eu com o estojo aberto, e alguém sentado ao meu lado pergunta "Por acaso não tens uma caneta..?" - e ao dizer isto, fica confuso, diria mesmo perdido.

"Tu tens uma colher no estojo?"
Eu sem muitos rodeios respondo que às vezes dá jeito, ao que ele acena, meio assustado.

Uns dias depois, na necessidade do belo café, saí da biblioteca, onde deixei os meus afazeres universitários a jazer. Ponho as moedas, escolho o curto, porque não quero perder tempo a beber e recolho o café. Num gesto quase automático, "pego" na colher, que não tinha saído.

Corri para a biblioteca, deixei o café à porta, tirei a colher do estojo e voltei para apreciá-lo. Retornei a lambuzá-la, esfreguei na camisola e pu-la de volta no seu sítio.

E o burro sou eu?

Com os maiores cumprimentos, Pacheco.

Sunday, April 13, 2008

74ª Divulgação - Problemas de memória

O ser humano é por natureza um animal de hábitos variáveis, e a verdade é que, uns mais do que outros, acabamos por nos moldar àquilo que se nos apresenta.
O facto de não gostarmos de couve-flor enquanto crianças, provavelmente porque é o único alimento que os chefs nos gostam de impingir, normalmente muda com o decorrer do tempo. A expressão cliché para a situação é "O que eu andei a perder estes anos todos!".

E tudo isto seria um processo normal e auto-suficiente, não fosse o facto de eu não me conseguir incluir nesta normalidade.

As coisas quando estão mal, estão mal, quando estão bem, estão bem. Mas quando as coisas mudam, eu tenho um grave problema em lembrar-me de como estavam antigamente. Eu tenho um défice de memória, que me leva a moldar-me muito mais facilmente à nova situação, o que é algo de que me posso não só gabar, como meter inveja!

Acabei de partir uma perna, "Bom, tenho a perna partida. 'Tou a morrer de dores, mas a verdade é que já nao me lembro como é ter a perna normal"

A vida é bela.

Com os maiores cumprimentos, Pacheco.

Saturday, April 12, 2008

73ª Divulgação - Só para avisar...



Com os maiores cumprimentos, Pacheco.

Sunday, March 02, 2008

72ª Divulgação - "Pensar. Eis um verbo reflexivo."

"Pensar. Eis um verbo reflexivo" - frase de Millôr Fernandes

São neste momento 3h20 da manhã, tenho aulas às 8h, para as quais tenho de estar acordado às 7h. Muito provavelmente deveria estar a dormir, mas o meu recente vigésimo ano diz-me que este é um pensamento importante, e deve ser realçado enquanto ainda passeia, errante, pelos meus vários lobos cerebrais.

Sempre gostei de cinema. Gosto de um filme que me faça pensar, gosto de um filme que tenha um ponto de vista diferente, inesperado, surpreendente. Não me importo de ver filmes normais, comédias lamechas ou mesmo filmes onde a parte importante é aquela em que a Carla Matadinho mostra as suas maminhas, enquanto dança em cima de um carro.

Mas fico sempre intrigado, pensativo e recolhido nos meus pensamentos quando aparece um filme com um fim que eu não estava à espera, com um tema sobre o qual nunca tinha reflectido ou mesmo uma película cujo guião foca-se num assunto sobre o qual eu ponho em causa a minha ideia passada. Gosto do silêncio enquanto os créditos passam, já o filme acabou, e eu fico sentado, a olhar para o ecran onde passam letras sem fim, as quais não passam de quadros indecifráveis, já que o meu olhar vidrado associa-se ao momento em que congemino sobre o que eu realmente penso do filme, sobre o que é que realmente posso retirar daquela história.

Sinto, sempre que saio desse tipo de filmes, que não consigo expressar-me com ninguém, nem explicar o que penso, porque o que vou dizer não vai soar a verdadeiro. Vai soar a idealista, vai soar a um falso sonhador, a um louco muito pouco genuíno.

Penso em pegar num livro, e ir para um banco de jardim, sozinho, uma tarde toda, e lê-lo, de uma ponta a outra. Penso em pegar no meu novo CD, ir para Monsanto e ouvi-lo, vezes e vezes sem conta, até saber exactamente o que penso sobre a música que estou a escutar.

Neste raro e necessário momento de reflexão, a primeira coisa que me ocorre é que um dia pode servir para muito mais do que aquilo que eu planeio para um ano.

E chateia-me que ande aproveitar mal os dias.

Com os maiores cumprimentos, Pacheco.

Thursday, January 17, 2008

71ª Divulgação - D'ZRT!

Foi com o maior alívio que vi na televisão que os meninos-com-idade-para-ter-juízo-e-para-terem-letras-que-não-de-miúdos-de
-4-anos, também conhecidos como D'ZRT, vão acabar.

Dizia ainda a reportagem que os rapazinhos tinham feito um furor enorme durante 3 anos, tendo enchido Coliseus e Pavilhões Atlânticos. Mostraram ainda alguns dos fãs:

Repórter para miúdo de 8 anos:
- Então estás a gostar do concerto?
Miúdo:
- SIM! Eles são muita bons! São muita' fixes!
Repórter:
- Então e o que gostas mais deles?
Miúdo:
- As músicas deles, são bue'da fixes!

Outra entrevista:
Velhota rebarbada para um dos artistas da banda:
- Oh, eu também gosto muito do Tó Pê, a avó gosta muito!
Tó Pê:
- Então porquê?
Velhota rebarbada:
- (Voz de falsete) Para mim tanto me faz, tururu, coisas boas ou coisas más.

Após isto, o pivôt da TVI conclui com um "Uma banda de grande sucesso, como se pode ver."

Com os maiores cumprimentos, Pacheco.

Monday, December 17, 2007

70ª Divulgação - Época Natalícia

Em quase 3 anos de divulgações, deparo-me com uma situação rara, estranha e bastante inconcebível: Nunca falei do Natal.

Ao navegar por essa blogosfera adentro, reparo que sou o único. Uma pessoa que comece hoje um blog tem uma probabilidade elevadíssima de estreá-lo com um post a queixar-se do pouco dinheiro que tem para comprar o portátil que sempre quis.

E como sou uma pessoa de modas, não quero ter falta de comparência a nenhuma.

Pus-me a pensar, o que significa o Natal para mim?
Cheguei a uma triste conclusão: O Natal é provavelmente das piores épocas para mim, por várias razões que passo a descrever:

Comida - Bacalhau, Roupa Velha ou Polvo. E acho que nem vale muito a pena continuar. Felizmente existe o Perú do dia a seguir, mas dêem-me antes dois pratos "ah, pode ser", que um "elá..." para compensar o "Esta m*** de novo!".

Mensagens de Natal - Haja paciência para os milhentos "Bom Natal e Bom ano Novo" acompanhados sempre da palavra "próspero" ou "Feliz". E a questão do pé direito, também me deixa bastante nervoso.

Prendas - Para uns as prendas é a melhor parte. Para mim, é definitivamente a pior. É nesta altura que todos recebem consolas, livros, sapatos, casacos, coisas com piada. Eu não. Eu recebo dinheiro: "Não sabia o que te havia de comprar, toma lá dinheiro." ; "Como nunca sei o que gostas, toma lá um cheque-prenda."

Enquanto os outros se divertem a usar os novos brinquedos, eu divirto-me a contar para a frente e para trás o meu dinheiro, e pensar na porrada de gomas que aquilo compra. E depois admirem-se de ter ido para Gestão!

Com os maiores cumprimentos, Pacheco.